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Constelação familiar auxilia na cura de doenças crônicas

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Constelação familiar auxilia na cura de doenças crônicas

 Em Campinas (SP), o Terapeuta Sistêmico e Acupunturista José Maria Sampaio de Barros Neto optou pela utilização da constelação familiar em seu trabalho porque percebeu que, mesmo usando todas as técnicas nas qu ais é e specialista - como acupuntura, terapia crânio-sacral e outras - viu que faltava algo que resolvesse os males físicos, comportamentais e de relacionamentos em sua origem sistêmica.

"Quando tratamos uma enxaqueca crônica com acupuntura, por exemplo, os resultados podem ser mais efetivos se também fizermos uma sessão de constelação familiar para identificar a natureza do problema", afirma. Segundo ele, os efeitos das sessões são sempre positivos e satisfatórios, com mudanças efetivas na vida do paciente a médio e longo prazos. Em busca de melhores resultados, a constelação também pode ser associada a qualquer outra terapia.

O terapeuta conta que, ao participar das primeiras sessões de Constelação, em Campinas, percebeu que vários conflitos familiares pessoais seus e de outros participantes foram resolvidos. Isso gerou um grande interesse em unir a Constelação Sistêmica a outras técnicas de trabalho holístico, estimulando-o a adquirir formação na área, tornando-se especialista em Constelação Familiar em grupo e individual.

Na constelação individual, interagem apenas o constelador e o cliente, sendo os personagens familiares representados por bonecos. Segundo José Maria, a sessão individual é indicada para quem não deseja se expor ou tem dificuldade em interagir com o grupo. Porém, conforme o caso, os resultados serão mais efetivos numa sessão em grupo, beneficiando a todos, pois a interação com diversos participantes contribui para a intensificação do campo energético e surge daí uma dinâmica mais intensa.

Na medicina, o método terapêutico da Constelação Familiar Sistêmica está sendo utilizado com o objetivo de descobrir a causa de doenças. Quando o paciente toma consciência da origem dos seus males físicos e mentais, as possibilidades de cura tornam-se maiores.

Na região central do país, a constelação familiar vem sendo praticada há nove anos no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC/UFG), em Goiânia. O método foi introduzido pelos médicos José Miguel de Deus, ginecologista, e Vânia Meira e Siqueira Campos, anestesista, com o objetivo de oferecer um novo instrumento de ajuda a pacientes com dor pélvica crônica (DPC).

O dr. José Miguel de Deus conta que, como especialista em ginecologia e videolaparoscopia, achava intrigante examinar mulheres com DPC e não encontrar uma causa convincente para explicar a dor que sentiam. Observava, ainda, que estas pacientes possuem, comumente, histórias de mortes trágicas na família, afastamentos precoces de entes queridos, abandonos, abortos, violência física e/ou sexual, conflitos conjugais, conflitos com pais e/ou irmãos e culpas pessoais, entre outras coisas. Por isso, imaginou que poderia utilizar, junto com o tratamento médico convencional, uma terapia que pudesse ajudar as pacientes em seu aspecto psicológico.

O hospital concordou com a iniciativa e o trabalho tornou-se um projeto oficial de extensão universitária em setembro de 2013. "Atualmente, o trabalho expandiu-se e ganhou a comunidade, que participa e se beneficia nos diversos âmbitos da vida, para além de sintomas físicos, como a dor pélvica crônica", explica o ginecologista.

de: Galática Comunicação.

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